Stan Brakhage – A aventura da percepção

Mostra imperdível para os cariocas:

Caixa Cultural apresenta
MOSTRA STAN BRAKHAGE – A AVENTURA DA PERCEPÇÃO
Mostra faz retrospectiva da obra de um dos maiores e mais influentes cineastas de todos os tempos

A Caixa Cultural Rio recebe, de 7 a 12 de abril, uma mostra dedicada a um dos gigantes do cinema mundial. Com curadoria de Fred Camper, Stan Brakhage – A aventura da percepção reúne 28 filmes, uma amostra significativa da obra de um dos mais influentes cineastas de todos tempos, divididos em seis programas temáticos. Camper estará no Brasil para apresentar os filmes da mostra, incluindo o lendário longa-metragem Dog Star Man.

Se por um lado podemos dizer que Maya Deren inventou o cinema experimental americano, por outro pode-se dizer que Stan Brakhage explorou todo o seu potencial. Sua obra, construída ao longo de mais de cinco décadas, é um compêndio dos principais temas, objetos, técnicas e invenções formais de todo o cinema de “avant-garde” dos Estados Unidos.

Nascido em 1933, Brakhage realizou seu primeiro filme aos dezenove anos. Até a data de sua morte, em março de 2003, estima-se que ele tenha realizado algo em torno de 400 filmes, cuja duração varia entre nove segundos e quatro horas e meia. Alguns são completamente abstratos; outros se utilizam de imagens documentais de modo a articulá-las de maneira associativa ou se assemelham a documentários de observação mais convencionais, embora uma análise mais atenta evidencie diferentes níveis de investigação formal.

Brakhage contribuiu também para o desenvolvimento do cinema direto. Além de ser um dos pioneiros na técnica de pintar e desenhar diretamente sobre a película, ele utilizou diversas outras práticas, tais como riscar a película ou a aplicação de diferentes materiais, além de diferentes técnicas de filmagem e montagem.

O cineasta descreveu sua obra como uma exploração do ‘nascimento, do sexo, da morte, e da busca de Deus’ e desafiou todos os tabus, apontando sua câmera para o ato sexual, partos e autópsias. “Não se trata de uma beleza estática”, afirma o crítico Fred Camper, curador do evento, “mas de uma espécie de beleza que limpa os sentidos, que parece atravessar a córnea e ir diretamente ao nervo ótico, que reorienta a maneira de se ver. Seus filmes servem de treinamento para o olhar, tanto para ver outros filmes quanto como uma abertura para modos imaginativos de se ver o mundo”.

As incontáveis inovações técnicas e estéticas de Stan Brakhage constituem um marco das relações entre cinema e artes plásticas. Sua influência atravessa gerações inteiras de realizadores dedicados ao cinema experimental, se estendendo também aos filmes de todos os gêneros: ficção, documentário, publicidade, animação e vídeos musicais. Todos os seus filmes estão atualmente sendo preservados pelo MoMA, de Nova York e pela Academy of Motion Picture Arts and Science.

A mostra Stan Brakhage – A aventura da percepção foi aprovada pelo edital 2008 de ocupação dos espaços da CAIXA Cultural.

Serviço
Cinema: Mostra Stan Brakhage – A aventura da percepção
Data: 07 a 12 de abril de 2009, de terça a domingo

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3 Respostas para “Stan Brakhage – A aventura da percepção

  1. “um dos mais influentes cineastas de todos tempos” – entre quantos? Essas frases de impacto de meia tigela dos releases…

  2. Marcelo, como deu pra perceber, minha falta de tempo faz com que eu privilegie os posts-release, mas só dos eventos que acho que realmente merecem atenção, divulgação, reconhecimento etc.

    Mas concordo contigo: esse trecho – não exatamente uma frase – é de impacto de meia tigela, coisa típica dos releases, que muitas vezes são copiados em alguns jornais pela pressa ou preguiça de alguns jornalistas.

    Só que vou aproveitar o ensejo e te perguntar: o problema maior vem do vazio da frase (como tu colocou, a cada semana aparecem cineastas dos mais influentes de todos os tempos), ou pela falta de contextualização/argumentação/embasamento, ou ainda por discordar dela?

    Porque apesar de concordar com o lado “bombástico de meia tigela”, acho que isso é minimizado porque:

    1) isso é o “olho” da manchete do release (será que dá pra chamar assim? Talvez eu esteja confundindo tudo), que precisa chamar atenção para um evento que tem alcance de divulgação limitado.

    2) o texto que segue cumpre o papel de argumentar em poucas linhas, o porquê da afirmação bombástica. Ou seja, apesar de superficial, ele informa razoavelmente que Brakhage trabalhou os “principais temas, objetos, técnicas e invenções formais de todo o cinema de “avant-garde” dos Estados Unidos.”, fala da relação com artes plásticas e dá uma idéia de que tipo de cinema foi Brakhage foi uma das maiores influências – e aí mesmo quem não fã do cara, mas se interessa pela história do cinema experimental, não tem como negar que ele um dos, digamos, cinco principais nomes mais influentes. O texto não aprofunda nada, mas dá as pistas.

    Tomara que eu não esteja sendo influenciado pelo que eu acho da Mostra em si, mas eu acho que a afirmação é menos de meia-tigela do que parece à primeira vista (e aí já estou me contradizendo, mas enfim…).

  3. Milton, eu nunca faria tal comentário por discordar da afirmação. É irritação causada pela construção banal do texto. Para a mostra, aplausos.

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