Amor Louco

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V Fantaspoa

Julho 4, 2009 · 1 Comentário

A programação deste ano está muito boa, com clássicos fantásticos franceses, vários filmes inéditos e muito mais:

http://www.fantaspoa.com/2009/fantaspoa/index.php

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Cinema Francês – Repensando a Nouvelle Vague

Junho 30, 2009 · Deixe um comentário

de 08 de julho a 12 de agosto,
às quartas-feiras, das 19 às 21h30,
na Palavraria – Livraria-Café

A Nouvelle Vague é um movimento do cinema francês bem mais comentado do que visto. Vários clichês sobre ela já foram cristalizados, mas eles correspondem realmente ao que seus filmes apresentavam? O que foi produzido pelos cineastas daquele grupo depois do período normalmente associado ao movimento? Que tipo de legado eles deixaram para o cinema francês atual?

A proposta do curso é justamente ir além do lugar-comum: discutir a Nouvelle Vague a partir da análise de trechos de vários filmes, pensar sua relação com os textos críticos, identificar possíveis seguidores e também desenhar os trajetos díspares dos cineastas daquele grupo. Para este fim, o curso vai se basear em encontros e confrontos entre obras de cineastas franceses das últimas cinco décadas, extraindo da comparação a discussão de vários temas dessa rica cinematografia.

Ministrante: Milton do Prado. Montador e produtor de cinema, sócio da produtora Clube Silêncio. Leciona no Curso de Realização Audiovisual da Unisinos. É mestrando pela Concordia University, em Montreal, e colaborador da revista Teorema.

Valor: R$ 180,00 à vista ou 2 X R$ 100,00
Quando: de 8 de julho a 12 de agosto, às quartas-feiras, das 19 às 21h30
Onde: Na Palavraria (Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim)
Promoção: Clube Silêncio e Palavraria

Inscrições e informações:
51 – 3227 9564 e 3212 5242 e clube@clubesilencio.com.br

(no corre-corre, a única coisa que consigo fazer aqui no blogue é auto-propaganda)

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Ausência

Junho 18, 2009 · 2 Comentários

Peço desculpas a todos os leitores do blogue, mas nas últimas semanas a quantidade de trabalho tem sido descomunal.

Voltaremos em breve.

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10 anos de Sala P. F. Gastal

Maio 25, 2009 · 1 Comentário

Amanhã a única sala de cinema da prefeitura de Porto Alegre, localizada na Usina do Gasômetro, completa 10 anos de atividade. Para além da comemoração óbvia de se chegar a este aniversário com todas as dificuldades orçamentárias possíveis, o que deve ser comemorado – e daí avaliado – é o fundamental papel que a sala desempenha no cenário da cidade.

Há 10 anos atrás, não existia o Cine Santander, nem o Cine Bancários, mas no centro da cidade as três salas da Casa de Cultura Mario Quintana eram a melhor opção da cidade, junto ao Cine Guion na Cidade Baixa, na criação de uma programação “alternativa”; ou seja, na falta de um nome melhor, de uma programação que não fosse ditada por lançamento das majors. Algumas outras opções tinham morrido a pouco ou estavam morrendo, apesar de se destacar pelo seu interesse: quem é de Porto Alegre deve se lembrar que o Cine ABC e o Cine Avenida, ambos na Venâncio Aires, apresentavam nos últimos meses de existência muitas vezes uma programação surpreendente, mas que não foi suficiente para manter a enorme sala única de cada um deles minimamente cheia.

Hoje a situação mudou, de uma maneira um tanto quanto esquisita: embora com as duas novas salas citadas no início do parágrafo anterior, o centro viu as salas da Casa de Cultura Mário Quintana definharem sua programação, graças a um dos casos mais explícitos de descaso público com a cultura dessa cidade – pelo local estratégico, essas salas eram referência e o maior ponto de encontro cinéfilo da década passada. O Guion, que reinava na programação para um público, digamos, mais “chique”, viu parte dele fugir para o Unibanco Arteplex, que fica no cu-do-judas, longe do centro, dentro de um shopping center, com todo o gasto adicional que isso implica e sem um charme da boemia da Cidade Baixa (boemia essa que, decadente principalmente nos finais-de-semana, também ajudou a expulsar parte do público do Guion).

De modo que o que vemos hoje é  uma situação não necessariamente melhor que a de 10 anos atrás. A programação de distribuidoras como Imovision, Pandora e outras que procuram filmes europeus, asiáticos e independentes americanos hoje é majoritariamente direcionada para as 8 (ou 9?) salas do Arteplex. O Guion luta bravamente para garantir algumas opções, enquanto que os outros cinemas viraram “de repertório” meio à força, vivendo de reprises e programas especiais (coisa que o Santander e o Cine Bancários fazem com muito mais criatividade que as salas da CCMQ, diga-se).

E a P.F. Gastal, como se mantém nesse panorama? Sem querer criar um clima de “coitadinha”, é bom lembrar que a sala fica numa das pontas do centro e cercada de contradições por todos os lados: embora seja um ponto turístico que enche durante os ensolarados finais de semana, o Gasômetro não consegue levar o público do pôr-do-sol do Guaíba para dentro da sala; embora o registro de assaltos seja o mais baixo das redondezas, a localização afasta muita gente amedrontada. Junte-se a isso os sinais dos tempos, onde cada um constrói sua filmoteca maluca em casa através dos torrents da vida, e o resultado é uma sala que luta com unhas e dentes para chamar um público cinéfilo que às vezes dá a impressão de não mais existir.

Não vou falar aqui das ações com escolas e congêneres, que enchem a sala e despertam interesse por filmes que normalmente não seriam visto por determinado público -  para isso o material de divulgação dos 10 anos da sala já dá alguma informação oficial. O que quero ressaltar aqui é o papel cultural radical que a sala vem desenvolvendo no panorama cultural da cidade.

Trabalhei na programação da P.F. Gastal no primeiro ano de existência da sala, graças ao convite da Bia Barcellos, então coordenadora de cinema e vídeo da prefeitura. Sinto orgulho de ter ajudado a definir a cara da programação naqueles primeiros tempos de dúvida, mas não tenho dúvida de que, naquele primeiro ano, a sala foi somente uma pálida sombra do que viria se transformar. Marcus Mello, que trabalha na coordenação há tempos e no fundo já fazia a programação junto comigo no primeiro ano, tocou o barco dali em diante e tirou leite de pedra oferecendo para Porto Alegre a programação menos óbvia e por isso mesmo mais estimulante da cidade.

Não vou transformar esse texto numa enumeração dos filmes que passaram pela tela de lá. Fica a sugestão para a administração da sala: coloquem no blogue toda a programação da Sala P.F. Gastal até hoje para dar a idéia exata a quem ainda duvida do papel seminal que ela desempenha para a cinefilia de Porto Alegre.

Vou ficar somente com exemplos recentes: foi na P.F. Gastal que foram exibidos, pela primeira em película por aqui, filmes de diretores asiáticos já consagrados pela crítica internacional, mas praticamente ignorados pela cinefilia local, como Apichatpong Weerasethakul, Hou Hsiao-hsien e Jia Zhang-ke. Foi lá que aconteceu, em película e com legendas eletrônicas em português, uma mostra bastante significativa do cinema de Marguerite Duras. Foi graças à P.F. Gastal que foi possível realizar em Porto Alegre uma mostra dos filmes do Cinema Marginal Brasileiro. E é na P.F. Gastal que acontece o Raros, reunião semanal (pero non troppo) cinéfila que mostra raridades do cinema de horror, refilmagens turcas de blockbusters americanos, um curta proibido de um diretor brasileiro consagrado, um dos melhores filmes de Jacques Rivette, um clássico dos anos 70 de Carlos Reichenbach, todos servidos com debates após a sessão. Seria muito mais fácil, por exemplo, exibir clássicos consagrados, repetir os independentes que passaram pelo Arteplex, ou não mexer uma palha para tentar agitar o panorama atual. Mas é por trazer mostras de ponta que circulam no país, criar criativamente outras  mostras inéditas, manter eventos regulares que criam um público restrito e fiel, estimular o debate e mostrar que mesmo o cinéfilo mais bem-informado pode ser surpreendido, que a P.F. Gastal é radical na programação.

É essa radicalidade (que alguns cínicos fariam questão de chamar de relativa, e eu diria que é relativa mesmo, como só poderia ser relativa essa minha reflexão vinda daqui de Porto Alegre) que faz com que a sala esteja longe de estar sempre cheia, e que muitas vezes frustre as expectativas da equipe que trabalha arduamente para se conseguir as cópias dos filmes. Mas é essa radicalidade que oxigena a magra programação de cinema local como poucas salas daqui fizeram e que deixaria orgulhoso aquele que deu o nome à sala.

Feliz aniversário, Sala P.F. Gastal. Parabéns para o Bernardo, o Marcus, a Angélica, a Beti e mais toda a equipe que trabalha ou já trabalhou lá. Que venham mais 10 anos de inquietação cinematográfica!

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Top 20 anos 30

Maio 16, 2009 · 5 Comentários

Dando continuidade aos Top 20 da Liga dos Blogues Cinematográficos, é chegada a hora da década de 30. No meio de vários trabalhos, fiz minha lista de forma apressada. Sempre lembrando que não cabem curtas e médias, o que deixa de fora filmes como L’Age d’Or ou O Sangue do Poeta.

Eis então meu Top 20 anos 30, hoje:

1- La Règle du jeu (A Regra do Jogo, 1939), de Jean Renoir
2- L’Atalante (O Atalante, 1934), de Jean Vigo
3- M (M – O Vampiro de Dusseldorf, 1931), de Fritz Lang
4- Freaks (Monstros, 1932), de Tod Browning
5- Alexander Nevski (1938), de Sergei Eisenstein

6- Stagecoach (No Tempo das Diligências, 1939), de John Ford
7- Vampyr (O Vampiro, 1932), de Carl Theodor Dreyer
8- Der Blaue Engel (O Anjo Azul, 1931), de Josef von Sternberg
9- Zemlya (Terra, 1930), de Aleksandr Dovzhenko
10- Limite (1931), de Mario Peixoto

11- Scarface (Scarface, a Vergonha de uma Nação, 1932), de Howard Hawks
12- King Kong (1933), de Ernest B. Schoedsack e Merian C. Cooper
13- La Bête humaine (A Besta Humana, 19380 de Jean Renoir
14- City Lights (Luzes da Cidade, 1931), de Charles Chaplin
15- Fury (Fúria, 1936)  de Fritz Lang

16- Duck Soup (Diabo a Quatro, 1933), de Leo McCarey
17- The 39 Steps (Os 39 Degraus, 1935), de Alfred Hitchcock
18- Frankenstein (1931), de James Whale
19- The Wizard of Oz (O Mágico de Oz,  1939), de Victor Fleming
20- Le Crime de Monsieur Lange (O Crime do Senhor Lange, 1936),  de Jean Renoir

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The Hangover

Maio 9, 2009 · 1 Comentário

Não sei se o filme vai ser tão bom quanto o trailer, em todo caso:

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Made in USA (1966)

Maio 7, 2009 · 4 Comentários

Pareceu-me um dos filmes mais fracos da celebrada fase sessentista de Jean-Luc Godard: Anna Karina meio no piloto automático, reedição de idéias de outros filmes (às vezes lembra uma mistura preguiçosa de O Pequeno Soldado com Pierrot Le Fou), desperdício de boas idéias (como o personagem de Jean-Pierre Léaud) e mesmo o humor tirado das citações em situações absurdas parece não funcionar muito.

Sim, tem seus momentos de interesse, bela utilização da música, bom desfecho, aparição de uma estonteante (embora também subaproveitada) Marianne Faithfull, algumas gags realmente engraçadas e aquele talento amadurecido do Godard em enquadrar. Mas é um filme de cansaço, que os chegados em associar biografia e criação certamente vão associar ao fim de sua relação com Karina, mas que me parece mais um impasse criativo, mesmo. Como se estivesse presente também uma pergunta: dá pra ser pertinentemente político fazendo o cinema que ando fazendo (isto é, que ainda remeta a uma crítica E admiração aos EUA, essencialmente românticas)?

Dois fatos corroboram minha tese: o filme lançado no mesmo ano, Masculin féminin: 15 faits précis, onde esse impasse fique mais evidente ainda, pois na minha opinião é um dos filmes mais inócuos dele dessa fase; os filmes que vêm logo depois, 2 ou 3 choses que je sais d’elle e La Chinoise, com que parecem realocar a política em seu cinema.

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Rising, do novo disco de Lhasa de Sela, “Lhasa”

Maio 4, 2009 · 1 Comentário

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duas Duras sem sair de dentro

Maio 3, 2009 · 3 Comentários

Nesse domingo pratiquei um esporte radical: foram dois longas da Marguerite Duras, back to back, na mostra que está na Sala PF Gastal da Usina do Gasômetro. E radical não somente porque os filmes da diretora são lentos, difíceis ou pesados, mas porque cada filme dela (vi 4 longas ao todo até hoje) se mostra uma experiência pra lá de intensa, onde o espectador é convidado a participar ativamente da construção do filme, já que há sempre neles a história contada e a encenação que serve mais para sugerir do que para mostrar (ou melhor, para mostrar uma sugestão que vai levar o espectador-leitor a construir seu filme).

No primeiro, Détruire dit-elle, dois homens e uma mulher (ou seja, um casal, mais o amante dela) aproxima-se de uma mulher que tenta curar-se em um hotel da depressão causada pela perda do filho que esperava. O que segue é um jogo de semi-vampiros que hora demonstram completa solidariedade e atração pela mulher, hora a massacram psicologicamente. O comportamento estranho de todos os personagens é mais chocante ainda quando surge o marido da mulher, o único “normal” do filme, e o enxergamos como grande crápula/imbecil da história. Desconcertante.

Já em Agatha et les lectures illimitées (belíssimo título), Duras radicaliza as escolhas estéticas de India Song para contar a história do amor proibido entre dois irmãos: a história é ouvida ou lida, com o texto percorrendo a tela, enquanto vemos paisagens vistas de um albergue à beira do Loire e os dois personagens percorrendo algumas de suas dependências, como fantasmas amaldiçoados. Mesmo que não atinja o nível de India Song, há no filme algumas das mais belas utilizações de janelas já vistas no cinema, seja em termos de enquadramento (Bulle Ogier no cantinho direito e um janelão no resto do quadro), seja pela luz (TODOS os diretores de fotografia brasileiros deveriam ver como pode ser bonito um corpo subexposto), seja pela gama de conexões e interpretações e pelo deleite que algumas delas nos provoca. Me fez lembrar imediatamente do recente curso com o Jean-Claude Bernardet sobre o tema (e o consequente artigo da Ivonete Pinto na última Teoerema). Seria um filme perfeito para acompanhar o curso.

Antes de Agatha teve um curta, Cesarée, que sinceramente achei menos interessante que os longas.

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algumas palavras sobre imagens de Gran Torino

Maio 2, 2009 · 5 Comentários

Gran Torino é uma lição de economia cinematográfica. Não somente do ponto de vista de produção, visto que Eastwood escolheu um filme claramente low budget para se despedir da frente das câmeras, mas também do ponto de vista estético, na maneira como ele organiza, distribui e combina vários clichês. Não é de hoje que ele sabe que a questão do seu cinema não é evitar essas imagens-fantasma que povam o cinema das últimas décadas – é só lembrar que o homem já fez Pale Rider, que revivia High Plains Drifter, que revisitava uma figura mitificada do western, o cavaleiro solitário que aparecia do nada para “resolver” uma situação. Pois Eastwood parece ter, cada vez mais, noção dessas imagens-fantasma e da manteira como elas podem povoar o filme, combinadas com outras, e produzir significados completamente novos. Não é à toa que nesse filme ele se dá o direito de brincar com a própria imagem, em algumas sequências beirando o cartoon (vide a cena em que ele expulsa o filho e a nora de casa após descobrir que a visita deles foi por puro interesse). Essa liberdade que se aproxima da caricatura pode facilmente, em alguns casos, ser interpretada como mão pesada, o que pode esconder a riqueza de nuances que Eastwood consegue exatamente pela facilidade em trabalhar com esse tipo de imagem.

Daí que poucas pessoas prestam atenção a uma grande cena de Gran Torino, porque esta vem antecipada por uma cena de alívio que beira a frustração: o personagem principal passa o filme todo demonstrando uma culpa por algo que fez errado, e quando ele finalmente aceita confessar, o que ouvimos dele contando ao padre são pequenos pecados que fazem o pároco ter até vergonha em imputar alguma penitência. Mal sabemos que, em breve, nosso herói (e a figura de herói é virada pelo avesso nesse filme como poucas vezes foi no cinema recente) vai trancar o adolescente vizinho no porão, para evitar que ele cometa uma bobagem, e, por trás na tela que os separam, confessa para o garoto qual o pecado que o assombra há tanto tempo.

Numa encenação aparentemente simples, estão lá: 1) a surpresa narrativa, revirando a frustração anterior; 2) a riquesa figurativa, na utilização da tela que separa o pecador e o confessor por ele eleito (já que o padre oficial não representa para ele alguém que teria esse direito); 3) a reinvenção de uma crença, transferindo para um ambiente doméstico banal o confessionário e ampliando o gesto de perdão que percorre todo o filme – lembremos que aquele que escuta sua confissão tinha pecado contra ele no início. O desfecho do filme, que não preciso colocar aqui, só vai aumentar o poder imagético dessa cena e toda sua conotação religiosa.

É quando lembro de Stagecoach e da reinvenção social que o western promovia, colocando bêbados, prostitutas e outros fracassados como potenciais fundadores de um novo lugar. Não é tão diferente do que faz Eastwood nesse belo canto de cisne para uma espécie de figura-fantasma que povoa o cinema americano desde sempre e que ele ajudou a construir, porque sabe que perpetuar uma imagem não é somente copiá-la em detalhes, mas reinventá-la a cada nova aparição.

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