Amor Louco

Entradas do Janeiro 2009

direto dos emails: O Franco Atirador

Janeiro 28, 2009 · 5 Comentários

Prólogo: recebo um email do Fabiano de Souza, que está em Paris, falando como ver um filme do Lubitch tinha feito bem a ele.

Um dia depois:

On 24/01/2009, at 22:39, Fabiano Grendene de Souza wrote:

Nada melhor que um Cimino para enterrar um LUBITCH

Alô Milton!

Passei a vida toda fugindo do FRANCO ATIRADOR – como diria aquele, sabe-se lá por quê.

Estou estarrecido.

Abraços,

Fabiano

Em 27/01/2009, às 17:45, Milton do Prado escreveu:

Cara, minha história com esse filme é a seguinte:

no final dos anos 80, comecei a ver esse filme na TV, com meu pai. Estava adorando o filme, mas era madrugada e o cansaço me venceu depois de uma hora.

Semanas depois, peguei uma VHS com ele. Estava revendo o início e, depois de uns 30 minutos, o videocassete quebrou, antes do ponto onde tinha parado! Mandei para o conserto, levou dias para me darem a fita de vota, tive que devolver no video-clube (do Brasil!).

Depois sempre tentava pegar e ele nunca tava disponível.

Meses depois, perguntei pelo filme: um sócio tinha levado a fita e nunca mais a devolveu.

E eu, de minha parte, desisti do filme por ali. Nos anos 90 não se falava muito de Michael Cimino e eu fui na onda, ajudado pelas minhas tentativas frustradas.

Grande elipse: lá estou eu em Montreal, na época que trabalhei no restaurante. O trabalho era pesado, começava às 15 horas e ia até o último cliente, na verdade depois disso, até o último prato lavado. Com sorte saía à meia-noite, mas muitas vezes fui até às 3 da madruga. Chegava em casa, tomava um banho e não conseguia dormir logo: as mãos doendo, o barulho no ouvido, eu ia dormir no mínimo 2 horas depois. Então, depois de uma semana, comecei a pegar filmes para ver quando chegasse, já que eu ia ficar acordado, mesmo.

Poderia falar de vários filmes que vi nessas madrugadas cansadas e doloridas, mas sem sombra de dúvida a experiência mais marcante, bela e aterradora, foi ver O Franco Atirador. Comecei a ver às 2 da matina, ou seja, acabei ali depois das 5. Abri uma cerveja e fui para o quintal ver o sol nascer. Às 6 fui pra cama, mas não consegui dormir. Depois de uma hora me virando na cama, me levantei e saí para andar. Resultado: tive que sair para o trabalho às 14hs, sem ter dormido nem um minuto. Só sei que lavava os pratos com as imagens do filme na cabeça – e temos aí várias cenas memoráveis, como a dança no início, a roleta russa, De Niro voltando e caçando sozinho, o reencontro dos dois amigos no Vietnã (Christopher Walken enlouquecido), a cena final, de uma dor e ironia ímpares…

Cara, para mim O Franco Atirador é um país, habitado por fantasmas, e depois que tu vê o filme todo tu acaba morando lá também.

abração,

Milton


De: Fabiano Grendene de Souza <fabianodesouza@clubesilencio.com.br>
Data: 27 de janeiro de 2009 22h39min50s CET
Para: Milton do Prado <miltondoprado@yahoo.com.br>
Assunto: Re: Nada melhor que um Cimino para enterrar um LUBITCH

Cara, me emocionei ao ler o teu email…

Eu fiquei deveras tocado pelo filme – dá para dizer que até fisicamente. Voltei transtornado para casa, esquisito. A Gabi tinha dito que na saída eu podia tomar um chope. Preferi ficar de bico seco, porque deu vontade de tomar um caminhão de álcool – e isso já não estava permitido. Eheheh

Mas o filme é exemplar em retratar não só os dias anteriores à partida, mas um cotidiano cinzento, gelado. Aliás, o Cimino filma muito bem aquela paisagem incolor, onde sempre um vento, uma fumaça, desvela uma realidade que se liquefaz.

Aquela fábrica, cheia de soldas, de fogo explodindo, é um comentário sobre a guerra, antes da cizânia bélica entrar em cena.

E depois, aquela cena do bar. Todos cantando I LOVE YOU BABY é de rachar o coração. E o triângulo STREEP – DE NIRO – WALKEN? Aliás, o Walken está impossível – acho ele o grande personagem do filme.

E a elipse? Corta dos caras bêbados, com o gordo tocando piano, para os caras já dominados!!!! Aquela cena da roleta russa é demais! E depois vem aquela do helicóptero.

Mas a volta do personagem do DE NIRO também é ótima – e a relação dom a MARYL é demais. Um silêncio confuso, uma desilusão em tom menor…

Porque o que eu achei legal do filme é que é um filme que não se esgota na “guerra”: é Sobre amizade, amor, turma, tempo, retorno, geração e, claro, EUA.

A cena final não é só genial pelo cântico final, mas porque ninguém quer ficar à mesa. É quase uma dança…

Era isso,

Aquele abraço,

Fabiano

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CEN 2008 – longas

Janeiro 22, 2009 · 2 Comentários

Nesse segundo e último post sobre o Cine Esquema Novo 2008, vou me deter nos longas-metragens, que pela primeira vez estavam em competição, dividindo as categorias com os curtas, com exceção óbvia para “Melhor Longa-Metragem”. Os seis filmes em competição apresentavam um conjunto muito mais forte que os curtas-metragens – mesmo Sábado à Noite e Redemoinho-Poema, que não ficaram entre meus preferidos, são longas-metragens com propostas bem interessantes. Mas vamos aos quatro filmes que mais me marcaram:

Anabazys (Paloma Rocha e Joel Pizzini, 2007)
Documentário-ensaio sobre as filmagens de Idade na Terra, com um impressionante trabalho de montagem que reaproveita, reinterpreta e amplifica o filme de Glauber Rocha.

Meu Nome é Dindi (Bruno Safadi, 2008 )
Para além da atualização das referências do cinema marginal (ou seja, da referênca às referências), Meu Nome é Dindi constrói um universo bastante particular, uma Rio de Janeiro mítica entre a iconografia nostálgica e a paranóia. É provavelmente um dos filmes brasileiros mais irregulares dos últimos anos, mas antes uma estréia imperfeita e pulsante do que muito filme burocrático que se vê por aí.
Nesse liquidificador tropical há Bressane, Atom Egoyan – e, principalmente, há Djin Sganzerla.

O Fim da Picada (Christian Saghaard, 2008 )
Outro filho do cinema marginal, dessa vez apontando as lentes para a São Paulo atual, trazendo o passado e o mito para tentar entender a loucura da metrópole. Claro que para isso Saghaard apela para os tipos e os clichês, o que na maior parte do tempo não é nenhum problema graças ao registro do filme e à montagem inventiva, que cruza as várias histórias e multiplicam seus sentidos. À
s vezes assustador, às vezes engraçado, mistura de grito de impotência e brincadeira de moleque, O Fim da Picada é daqueles filmes que ficam por muito tempo reverberando na cabeça. Ganhou merecidamente o prêmio de Melhor Longa-Metragem. Como foi colocado na nossa justificativa, “um filme de Saci”!

Pan-Cinema Permanente, (de Carlos Nader, 2008 )
Aproveitando o privilégio de possuir um longo material pessoal de Wally Salomão, Carlos Nader fez um ótimo documentário à luz e semelhança de seu objeto: excessivo, engraçado e principalmente vivo. Mesmo que depois da metade o filme se torne repetitivo, ele nunca perde a coerência, pois Wally não era exatamente um primor de discrição e concisão. Se bem que Nader foi discreto, resolvendo problemas de formato de forma simples e eficiente – o material em vídeo não tem muita qualidade?, então não são os pixels que irão estourar na tela grande, mas a TV que vai se mostrar telinha na sala escura. Vou parar por aqui, porque estou vendo que o espírito de Wally já me contamina…

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Nunca antes visto na TV

Janeiro 18, 2009 · 9 Comentários

Não falarei do capítulo final de Maysa, série da qual assisti somente um capítulo e meio. Falarei rapidamente do que vi em geral, porque não acho que mereça mais do que algumas linhas: figurinos e arte caprichada, maquiagem ainda mais, uma atriz nova num trabalho de imersão fantástico, um trabalho de luz incomum na TV brasileira; mas também um texto vagabundo, uma direção incapaz de trabalhar as cenas seja no espaço (a cena da cachoeira é o maior exemplo: qual a distância entre Maysa e a cachoeira? Entre ela e as outras pessoas? Não basta colocar tudo no mesmo quadro…), seja no drama (até porque na maioria das vezes os atores estão apenas recitando o texto, mesmo que bem).

Mas o que mais me impressionou, que eu acho que é inédito na TV, foi a apresentação de uma cena que – esperava-se – era crucial na série: Maysa cantando Ne me quitte pas no Olympia, um dos pontos máximo de sua carreira em termos de ousadia e consagração. Pois bem, lá estavam a luz linda de Afonso Beatto, a atriz encarnada, a gravação ao vivo original (salvo falha minha), tudo no lugar. Ela começa a cantar, a câmera começa o travelling circular, corta pra mais longe, corta pra mais perto, nada com muito propósito, câmera sempre rodando, aquela coisa, mas ainda estamos interessados. Ainda ao som da música, vemos o filho dela no internato, onde tinha sido deixado alguns dias antes, e não há, por mais frouxo que seja, como evitar um fio de emoção que começa a se construir. Pois bem, volta a imagem da Maysa cantando e, depois de um verso, INTERVALO. Puta que o pariu. Cortaram a música no meio.

Mas o inédito vem agora: acaba o intervalo, volta a minissérie e… a apresentação continua do ponto onde parou !!!!!!! Uma cena-ápice, guiada por uma música, cortada ao meio na hora onde começava a emocionar… evidentemente, depois dos comerciais, ninguém volta a vê-la com o interesse de antes, tudo se esfria e a cena perde tudo que tinha construído até ali. Alguém pode me explicar qual a motivação para isso? Não precisa ser dramática, pode ser prática, comercial etc.

Já li muitas críticas de novelas e séries da Globo dizendo, explicitamente ou não, que os realizadores não sabem fazer cinema. Pois ali ficou claro para mim que o pessoal não sabia fazer televisão. Embora, claro, pode ser que eu é que ignore uma prática comum.

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Rapidinhas da semana

Janeiro 13, 2009 · 12 Comentários

Semana passada passou Bendito Fruto na Globo. Passados seus primeiros 10 ou 15 minutos um tanto quanto desajeitados, o filme se mostra uma comédia popular deliciosa, com o elenco dando show – Otávio Augusto à frente, é claro. Mesmo que no final se mostre bem mais conciliador do que parecia ao início, o filme não deixa de problematizar o Brasil e o faz de maneira completamente integrada à comédia meio chanchadesca. Que o filme não tenha ido muito bem de bilheteria à sua época (2005) e que o Se eu Fosse Você 2 esteja estourando a boca do balão, é motivo para se pensar que tipo de cinema popular o brasileiro está querendo hoje em dia.

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A Troca, o novo do Clint Eastwood, é um de seus filmes mais fracos desde Dívida de Sangue. Me parece que tem um excesso de personagens, e a costura entre o drama familiar e a trama policial não é muito bem-feita, em particular quando a personagem está no sanatório. Interessante notar que um dos momentos mais fortes do filme não venha de uma cena com a personagem principal (feita por Angelina Jolie), mas da que o adolescente forçado a cometer crimes pelo psicopata revela onde eram enterrados os corpos das crianças. Eastwood alterna momentos feitos no automático (as cinzas do cigarro caindo no chão me pareceram recurso de estreante, quando bastava o close do cigarro que veio logo antes) com sua habitual mão firme e elegância, e extrai de Jolie o que ela pode, mesmo no meio de dezenas de coadjuvantes que parecem prometer entrar no filme a toda hora, sem nunca fazê-lo definitivamente.

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Somente nesse fim-de-semana vi No Direction Home. Mesmo inflado como os últimos longas de Scorsese, sua articulação clara (como já era a do  A Personal Journey…) deixa a impressão que o cineasta está se empenhando muito mais nos documentários que nos filmes de ficção.

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Vistos quatro curtas de Man Ray na caixa Avant-Garde. Prefiro-o como fotógrafo, ou até como agitador, mas a surpresa para mim foi L’Étoile de Mer, que mantém a força poética mesmo que o “poético” proposto por Ray (e por todos daquela turma) seja muitas vezes bem datado. O uso do fora de foco (na verdade, um vidro com saliências em frente à câmera) dá ao filme um ar onírico que me pareceu mais forte que os cortes bruscos de Emak-Bakia.

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CEN 2008 – curtas

Janeiro 6, 2009 · 16 Comentários

Enquanto a lista de Melhores de 2008 não chega (está dando mais trabalho do que eu pensava), começo a retrospectiva do ano passado por um outro tópico.

Em outubro de 2008 fui chamado para ser membro do júri do Cine Esquema Novo, festival de cinema daqui de Porto Alegre que privilegia filmes com pesquisa de linguagem, interação com artes plásticas, inquietações formais ou temáticas e um grande etecétera. O festival, que está em sua quinta ou sexta edição, tem alguns problemas, que comentei inclusive para o pessoal da organização, mas é evidente que vem se aprimorando ano a ano. Aceitei na hora, até porque seria uma ótima chance de ver um apanhado de curtas e longas brasileiros de uma vez só. Para quem tinha ficado quatro anos fora, um prato cheio.

Junto com meus colegas de júri – e excelentes companheiros -  Bernardo de Souza, Marcelo Lyra, Mariana Xavier e Pablo Lobato, chegamos à premiação final que vocês podem ver AQUI. Mas júri é aquela coisa: a definição final funciona mais ou menos como um denominador comum de várias cabeças diferentes, e como sempre tive vontade de explicitar quais seriam as minhas escolhas pessoais, aproveito esse post para isso.

Com vocês, OS MEUS DESTAQUES DO CEN 2008.

Primeiro, os curtas:

Corpo no Céu, de Luisa Marques

Corpo no Céu (Luisa Marques, 2008, 23 min.)
Provavelmente é, dentre os curtas que não levou nenhum prêmio, aquele que mais me fez sofrer por isso. A delicadeza e o olhar desse filme sobre  uma garota que está prestes a viajar, acompanhando seu cotidiano (casa da praia, namoro, saída noturna, relações familiares) nunca se rende a nenhum psicologismo. Poucas vezes vi um curta de estreante (acho) filmar tão bem o corpo de sua atriz. Um filme formalmente contemporâneo, mas que nunca anuncia isso, só se preocupa com o que está filmando. Um dos meus três curtas preferidos do festival.

Espuma e Osso (Ticiano Monteiro e Guto Parente, 2007, 20 min.)
Ganhou o prêmio de Melhor Curta, ou seja, já foi bastante laureado, mas faço questão de destacá-lo por aqui. É um dos curtas mais estranhos que vi nos últimos tempos. Na primeira “metade”, mostra em PB o tédio de um “Mickey” em sua casa: escovando os dentes, vendo TV, bebendo. Até que ele sai de casa e o filme dá uma virada: cor e barulho no “trabalho” dele, num parquinho de diversões acompanhado de amigos (Pateta, Donald etc) até sua saída do expediente. É uma sacada genial, feita no momento certo, que só aumenta a melancolia já presente no filme, que planta uma inesperada conexão entre Fortaleza e a Tailândia de
Apichatpong Weerasethakul.

O Vampiro do Meio-Dia (Anita Rocha da Silveira, 2008, 19 min.)
Simpatissíssimo curta sobre as descobertas de um adolescente . Forma uma dupla interessante com
Corpo no Céu, ambos retratos adolescentes com estilo, carinho pelos personagens e delicadeza. Ambos fazem acreditar num possível  novo olhar feminino entre as curta-metragistas cariocas.

Terra (Sávio Leite, 2008, 5 min.)
Irresistível projétil de animação com narração impagável de
Paulo Cesar Pereio, sobre a linha tênue entre a banalidade e a mediocridade.

Um Ramo ( Juliana Rojas e Marco Dutra, 2007, 15min.)
Esse já premiado curta é realmente um primor de realização, construção de clima e, de quebra, um trabalho magnífico de uma atriz,
Helena Albergaria (que já tinha visto numa peça do grupo Companhia do Latão). Um dos melhores filmes fantásticos feitos no Brasil, certamente o mais angustiante.

De resto (Daniel Chaia, 2007, 12 min.)
Com um final insatisfatório, o filme de Chaia ganha pontos pela excelente direção de atores (no caso, atrizes) e movimentos precisos de câmera, numa angustiante construção de um clima absurdo a partir de um dedo achado por duas serventes de um salão de festas.

Corpo Presente; Beatriz (Marcelo Toledo & Paolo Gregori, 2007, 20 min.)
Dos trabalhos do Paolo Gregori que já vi, este é o mais bem-comportado, talvez por se tratar de uma co-direção. A narrativa me lembrou um pouco Offside, de Jafar Panahi, já que começa pelo fim e depois encadeia a série de situações banais que antecederam a tragédia. Só que aqui a causa mortis não é mostrada e cabe ao expectador construir a ponte, num filme muito bem-feito que faria um ótimo programa com Um Ramo e De Resto, todos eles curtas com excelente realização e foco especial nas atrizes.

Ko (Dellani Lima, 2008, 5min.)
O melhor filme experimental do festival, com controle absolute dos poucos elementos com que trabalha (sombra, algumas imagens identificáveis, o grave do som) tudo em prol da sensação. Uma pequena maravilha, que gostaria de rever várias vezes.

Ocidente (Leonardo Sette, 2007, 7min)
Essa experiência de Leonardo Sette brinca com abstração e figuração através de um dispositivo simples: uma câmera dentro de um trem, um casal sendo filmado sem saber (ou não). Em pouco tempo, várias possibilidades narrativas (um outro casal mais jovem aparece) e imagéticas (imagens refletidas, “fusões”) são sugeridas. Um curta poderoso, que faz excelente dupla com o mais minimalista Ko.

É isso. De 36 curtas, poder destacar 9 é bem satisfatório.

Em breve comento os longas.

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Amor Louco veio ao mundo

Janeiro 4, 2009 · 17 Comentários

Já instalado em Porto Alegre há alguns meses, dou início hoje ao meu novo blogue. O Olho de Hochelaga não foi completamente abandonado e deve receber algumas atualizações até seu encerramento definitivo no segundo semestre de 2009, mas vai ficar cada vez mais restrito à experiência em Montreal.

Já o Amor Louco deve ser minha principal via de expressão rápida, comunicação virtual e pista para elocubrações cinematográficas, eventualmente contando com outros tipos de experiências. O wordpress se mostrou um abiente muito mais interessante e amigável, então vamos nessa. Ah, no futuro provavelmente contarei com alguns colaboradores.

Então é isso. Bom 2009 para todos.

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